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Cerimônia para os autores de Fortaleza Amada

 

Consegue me ver?

Eu gosto muito das palavras do Talles Azigon quando chama essa coletânea de “um registro da literatura contemporânea cearense”. Gosto das palavras da Tércia Montenegro, que diz que esse livro já é um marco histórico pras futuras gerações.

São palavras que adoçam nossos ouvidos, e é mesmo irresistível pra mim deixar meus reflexos nada modestos me convencerem de que eu estou no meio de algo grande. Estar nessa cerimônia, num auditório que não comportaria sequer todos os escritores do livro, olhando toda essa gente lá escrevendo um pedaço da história de fortaleza (e escrever junto deles) me fez sentir isso.

À parte da satisfação que é ter o ego amaciado, a maior satisfação da cerimônia deve ter sido ouvir as palavras da Ana Márcia Diógenes, que, com o lápis que adoça, cutuca. Gosto muito das palavras do Reitor da UFC quando diz que queria que ela não acabasse de ler. A sua leitura não deixou que faltasse à homenagem o lembrete de que a nossa cidade tem contrastes que não podem nunca ser ignorados (mesmo em uma celebração).

Nada é perfeito. Fiquei em pé no fundo do auditório, e meu sapato direito rasgou meu calcanhar. Na mesa não tinha ninguém preto, também tem isso... Mas isso aqui não é uma crítica. Me sinto honrado e, pra além de sortudo, competente em fazer o que eu faço, e ser um rosto escuro no meio do pessoal.

Me sinto honrado, também, por ter a companhia das minhas amigas e da minha mãe. A cidade é melhor com vocês.

Por fim, convido quem me lê e quem também ama essa cidade, a fazer parte desse momento histórico e apreciar as crônicas desse grande ato de amor por fortaleza, a cidade dos contrastes. O livro pode ser adquirido na Editora UFC.